sexta-feira, agosto 29, 2008

Tibete

Uma das cinco regiões autónomas da China, este território situa-se quase exclusivamente a mais de 3500 metros de altitude, estando rodeado por uma imensa cordilheira, que inclui os Himalaias, a sul. Tem uma área de 1 221 600 km2. Faz fronteira com a Índia, a oeste e a sul, o Nepal, e o Butão e Myanmar, a sul, e confina com as províncias chinesas de Szechwan, a leste, de Yunnan, a sudeste, de Tsinghai, a nordeste, e de Sinkiang Uighur, a noroeste. A sua capital é Lhasa.O clima é geralmente seco e nas montanhas as temperaturas são extremamente baixas, enquanto nos vales atingem os valores de um clima temperado. A população está estimada em 2 722 000, segundo estatísticas de 2003. Cerca de três quartos dos habitantes ocupam o vale de Zangpo, praticando aí a cultura da cevada, utilizada para preparar a Tsampa, prato tradicional extremamente alimentício, adequado às características agrestes da região. Mais a leste, cultivam ainda o milho, o arroz, os legumes e as árvores de fruto. Praticam a pastorícia (ovelha e iaque), o que explica o nomadismo de parte dos tibetanos.Até à ocupação do território por parte da China em 1951, o Tibete vivia um sistema de carácter feudal sob a autoridade religiosa e temporal do Dalai Lama. A China confiscou as propriedades da aristocracia e dos mosteiros, colectivizou a agricultura e atacou a prática do Budismo. Procurou modernizar o país, desenvolver a agricultura e implantar pequenas indústrias, contribuindo, contudo, para desestabilizar um equilíbrio secular e fazendo com que os tibetanos conhecessem pela primeira vez a fome e as perseguições. Em 1959, os ressentimentos tibetanos exaltaram-se e originaram uma revolta popular contra a opressão chinesa. Em 1965 o Tibete foi declarado uma região autónoma.Muitos tibetanos procuraram exílio na Índia, no Butão e no Nepal, tentando manter nesses países, sob a orientação do Dalai Lama, a especificidade da sua cultura e denunciando as manobras chinesas de descaracterização do território, deportando tibetanos e substituindo-os por colonos chineses.

Diciopédia 2005